segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Meu professor de Análise Sintática 
( Paulo Leminski)


Meu professor de Análise Sintática era do tipo do 
                                                     [sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto 
                                                      [adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessiva como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
As interjeições do bigode declinava partículas
                                                   [expletivas,
conectivos e agentes da passiva , o tempo todo.
Um dia , matei-o com um objeto direto na cabeça 
                                    

3 comentários:

  1. Isso é o que chamo de um texto criativo.Adoreeei!

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  2. Ei, Rozângela.
    Lindo o visual de seu blog. Elegante e diferente.
    O conteúdo também está bem legal,embora vc não tenha feito os posts por mim solicitados.
    abç
    Else

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